3º Concerto – Junghwa Lee

A noite de sexta-feira no Compositores de Hoje trouxe um brinde pianístico diferente, oferecido por Jungwha Lee, pianista coreana  e professora na Souhern Illinois University. A cultura e culinária coreanas têm se tornado cada vez mais conhecidas nos EUA, mas não sua música. Este foi o primeiro recital focando a música coreana que assiste em toda a minha vida indo a concertos.

Lee fez comentários detalhados sobre as duas primeiras obras. Nory, de Kyung-Jung Kim, é uma música predominantemente lenta e sombria, refletindo o sofrimento infligido na Coréia como local de guerras e invasores do ocidente e do próprio oriente. Ocean Spray I, de Sun-Hee Cho, em seis movimentos, é frequentemente monocromática e com uso de linhas melódicas sem acompanhamento. Destaca-se o quinto movimento, uma espécie de fantasia sobre uma nota repetida. Ambas as obras tinham muito pouco ou nenhuma influência audível da música ocidental.
A paisagem sonora mudou em Three Sketches, de  Ju-Hwan Yu, cujos títulos de movimentos em francês refletem um idioma musical também francês, talvez mais identificável como uma influência de Ravel. Bem no meio desses dois polos estava Three Projections de Chul-ik Hwang, com títulos em coreano, concluindo com Maewha (mina terrestre), fazendo assim um círculo completo, com a obra de abertura do programa.
A técnica de Lee é impecável. Soube mais tarde que ela extraiu sua sonoridade magistral de um instrumento ruim – ninguém poderia suspeitar. Aplausos ao festival por proporcionar esse concerto capaz de abrir os nossos ouvidos.
Tom Moore